Houve um tempo em que eu acreditava
Que tudo um dia estaria certo
E poderia viver em paz perenemente.
Tudo em seu lugar, sem sobressaltos, sem imprevistos,
Vida leve, dia a dia, contos de fadas.
Tolice!
Hoje acredito que esse dia,
De viver em paz em um nirvana qualquer,
Não existe nem mesmo nos remotos templos budistas no interior gelado do Tibet.
A vida é o que temos pra hoje,
Sem controle, sem remansos intermináveis, sem lugar definido.
A paz, a coragem, a alegria, a dor, o medo, a tristeza, a incerteza, a luta; precisamos achar dentro de nós.
É lá, no profundo ser de cada um, que vive aquele tempo de serenidade que ingenuamente procuramos ao redor.
O meu caminho foi e ainda é pelo autoconhecimento, pela reflexão, pela leitura, pela observação atenta.
Não há receita pronta.
Não há interlocutores.
Somos os únicos responsáveis por nós.
Desejo a cada um a alegria desse encontro!

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