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Vamos juntas!





Sororidade, você sabe o que é isso? É a união e aliança entre mulheres, baseado no não julgamento e na empatia. Sororidade está profundamente ligada ao feminismo, movimento de luta por igualdade de gêneros e que preconiza a ampliação de participação das mulheres na sociedade e na defesa de seus direitos. Pois bem, essas duas palavras simbolizam um movimento que ainda é necessário e premente.

Já fui chamada de feminista em tom debochado ou acusatório, como se o ser fosse um defeito. Vejo homens e mulheres falarem do feminismo como se fosse um mal a ser combatido. Esse processo de desconstrução faz parte dessa sociedade equivocada na qual estamos inseridos visceralmente. Uma sociedade patriarcal e machista, que insiste em querer hierarquizar a relação entre gêneros. Romper com essa cultura, que predomina desde sempre, não é tarefa simples.

Não é simples, não é fácil, exige atitude e disposição em bancar as consequências. Sair da caixa e defender liberdades assusta e desperta iras adormecidas. Tem sempre senões e poréns demais! Junto a isso, perceber esse sistema instituído como algo que deva ser modificado é extremamente complexo até para mulheres. Nascemos assim, crescemos assim, fomos educadas assim. Mesmo aquelas que tenham sofrido na alma algo mais grave decorrente do machismo, se perceber vítima e não responsável é tarefa hercúlea. 

Somente nesse ano que mal começou, contabilizamos centenas de feminicídios e outros crimes igualmente bárbaros. Não são homicídios comuns, são crimes nos quais as vítimas morreram, ou foram espancadas e violentadas apenas por serem mulheres. Mulheres que romperam relacionamentos que não lhes serviam mais, mulheres que ousaram ‘desobedecer’ seus parceiros ou a ordem instituída, mulheres que resolveram se bastar. E pasmem! Isso para uma quantidade assustadora de homens são motivos para matar.

Há algum tempo, ingenuamente, pensei que poderíamos arrefecer o movimento feminista. Que já havíamos avançado o suficiente para baixar as bandeiras e caminhar lado a lado. Acreditei de verdade que já poderíamos confiar na horizontalização das relações de gênero e dos direitos fundamentais. Ledo engano! O que temos assistido é um enxame de homens da caverna saindo dos armários e arrastando pelos cabelos as mulheres que se declaram livres.

Portanto, nesse 08 de março, a palavra de ordem é sororidade! Sim, pois mais terrível que ver homens agredindo mulheres, é ver outras mulheres justificando a barbárie e responsabilizando as vítimas. Sejamos acolhimento sempre, incondicionalmente, por uma questão de humanidade e sobrevivência. Respeito é regra básica de convivência, em qualquer relação humana. Simples assim. Ser feminista é apenas acreditar e defender isso.

Parabéns a todas as mulheres pelo seu dia! Sigamos juntas!

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