Autoestima é tudo nessa vida! Acredito que ninguém há de discordar desta afirmação, que não é minha e nem é novidade, a encontramos em todos os livros de autoajuda, em qualquer workshop de autoconhecimento ou em milhares de postagens nas redes sociais. Se sentir bem em sua própria pele, sentir-se confortável nesse mundo, se acolher em suas formas e personalidade. Gostar de si mesmo é o primeiro passo para uma existência mais pacífica e feliz.
Entretanto, manter em alta a nossa autoestima não é tão simples e requer atitude. Somos educados para satisfazer padrões sociais que teimam em colocar toda a diversidade humana em caixas rotuladas e nem sempre afáveis. Padrões físicos, comportamentais e emocionais que são cobrados desde que nascemos. Isso pode, isso não pode, isso é bonito, isso é feio, isso é certo, isso é errado e por aí vai. Padrões que servem para apaziguar o outro e não perguntam o que passa por dentro de cada um de nós.
Como lido profissionalmente com adolescentes e jovens, fase onde o desejo de pertencimento a um grupo é mais forte e determinante, a imagem de si mesmo está em construção e o julgamento alheio tem um peso imenso, procuro ficar atenta ao comportamento deles. Adolescentes são seres em profunda metamorfose e uma autoestima elevada é quase garantia de uma travessia um pouco menos turbulenta para a vida adulta, assim como o inverso é invariavelmente sinônimo de sofrimentos.
Fico muito feliz quando vejo adolescentes com atitude, confortáveis em si mesmos, de bem com o mundo e capazes de se perceberem como sujeitos. Isso me faz ganhar o dia, me dá esperança e um alívio danado. Quantas dores são economizadas quando sabemos acolher as nossas oscilações, frustrações e fragilidades? Quando sabemos nos colocar no colo em um dia menos feliz e oferecemos um pouco de autocuidado? Muitas e muitas!
E dia desses, entrando em uma sala de aula, uma garota me chamou atenção: maquiagem leve, blusa e batom vermelhos, cabelos displicentemente arrumados. Já muito bonita, ela estava especialmente bela e leve, diria iluminada. Além da beleza, o que me impressionou foi a serenidade e propriedade da sua resposta à minha indagação (sim, sou dessas que querem saber!) sobre o porquê do look especial; _ Nada de especial, tem dias que precisamos elevar a autoestima! Poxa vida, pensei, se uma garota de no máximo quinze anos, já entendeu que nosso bem-estar depende muito mais de nós mesmos do que do resto do mundo, ela entendeu tudo! Ganhei o dia!
Achei muito lindo o que você escreveu,fico muito feliz por saber que eu fui uma inspiração para você,belas palavras!!!
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