Insubmissa poesia
Que fugaz irrompe pelos poros, em
Jorros livres de palavras flechas, que
Atravessam a noite, longa e conselheira,
Adiando a hora de adormecer.
Um amor, em estado etéreo?
Sem certezas nem lembranças
Insiste em bailar retumbante
Embaralhando sonhos e devaneios, tão
Transparentes como o zinco.
Em dias de alegre encontro
Conversas longas e cuidados mútuos
Planos traçados me convencem a alma
E abraço crédula, com as garras de fêmea
O existir tangível de um bem querer
Mas em outros de silêncio incômodo,
Esmiuçando vírgulas e arrependimentos
Me convenço inteira de tenaz equívoco
E aquiesço com sorriso brando
O nobre lugar de genuíno amigo.
Sob a oscilação de emoções tão dúbias
Espero em guarda um aceno reto
Pra definir o que de fato existe.
Pra desaguar todo o amor, represa...
Ou confiar nas curvas do destino.
E nesse jogo que impõe sorrisos
Mas ainda segue sem se nomear
O tempo acena com uma pressa insana
E cabelos brancos tingem-nos a fronte
Aguardando o dia de realizar!

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