Em miragens visito Pasárgada
Tropeçando em pedras de ferro
Buscando por José.
E agora? Clamo ao Senhor de Adélia?
Ou a Jonathas, quem me dera!
E se eu me chamasse Raimundo?
Em casas alaranjadas
Que amanhecem para sempre
Chegaria ao fim do mundo? Só sei que
Compondo silêncios, despalavrando o vento
Em colóquios com Manoel
Canto os instantes vividos.
As mulheres não escolho
Busco amizade é com o rei,
Mas a cama escolherei.
Sim, eu sei, todos eles passarão
Passarinho é o sabiá
Que em palmeiras tristes gorjeiam
E me trazem saudades de lá.
Em minhas bagagens
Feitas baús de espanto
Trago sapatos floridos
Que é pra não fatigar as retinas
Desse mundo tão vasto, tão vasto.
Também queria voz como canto
Pra cantar que as borboletas
Podem sim renovar os homens.
Não quero flores amarelas e medrosas nos túmulos
Recuso-me a cantar o medo
Prefiro a coragem e a vontade de alegria
Como Dona Doida, de vida mais que incompleta
Com a face perdida no espelho de ontem
Mas....poeta.
Uma homenagem aos poetas
Manuel Bandeira
Manoel de Barros
Carlos Drummond de Andrade
Gonçalves Dias
Adélia Prado
Cecília Meirelles
Mário Quintana
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