O outono avança em silêncio
Diminuindo os dias e alargando a paleta
Do entardecer que sempre me angustia.
Busco o colo da noite que me abriga as palavras
E abraça a solidão que me acompanha
Desde que me entendo por gente.
Maios e setembros são meus meses preferidos
Trazem frio, vinho e flores
Coisas que me confortam a alma
Inconformada com tanta tristeza
Mesmo quando me traduzem alegria.
Sorrisos são curvas que abrem janelas e enfeitam
Não os nego, pois são fontes de luz
E chorar ainda me custa e envelhece
Mas, por vezes, são mero costume.
O que almejo ainda não tem forma ou nome
Talvez a paz que me faça atravessar os dias
Sem esperar mais nada que não dependa,
Apenas e inexoravelmente, de mim mesma.
O mundo me invade os poros, insistentemente
Absorvo suas glórias, seus pesadelos
E esse mar de vibrações paradoxais
Revolvem-me as entranhas e capturam
A alma desassossegada que me habita.
Pro equilíbrio entre sentir e pensar e,
Pra não morrer de tanta dor alheia e
Por sentido nesse caldo fervilhante que
Enfeita minhas noites de insônia, escrevo.
Na tela e teclas que, companheiros,
Acolhem a todos os gritos de gozo e fastio
Deposito o meu sentimento do mundo.
E esse mar de vibrações paradoxais
Revolvem-me as entranhas e capturam
A alma desassossegada que me habita.
Pro equilíbrio entre sentir e pensar e,
Pra não morrer de tanta dor alheia e
Por sentido nesse caldo fervilhante que
Enfeita minhas noites de insônia, escrevo.
Na tela e teclas que, companheiros,
Acolhem a todos os gritos de gozo e fastio
Deposito o meu sentimento do mundo.
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