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Arqueologia








Vasculho poemas
Em busca de alento e nutrição.
Não, não se trata de plágios
De forma ou estilo,
Que Deus me livre dessa farsa!
Como um arqueólogo, que
Com seus pincéis e picaretas
Escava sítios em busca de vestígios passados
Ando à cata de vocábulos ou
Interjeições, ou neologismos,
Arrebatamentos desses que furtivamente
Invadem os poros e polinizam a poesia que dorme em mim.
Confesso, cometo heresias em meus exemplares
De poetas santificados ou não
E vou deixando rascunhos
Nas páginas impressas daqueles
Que antes de mim jorraram suas vísceras
Em palavras e rimas.
De verso em verso, invento o caminho que acredito e sinto
E que me salva da vida!

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