Ruminando teorias e ensinamentos, e
Buscando os retalhos que caibam
No quebra-cabeças que faz
A vida parecer menos diminuta.
Ideias de muitas formas e tamanhos
Me assaltam e me fazem companhia
Farfalhando as saias dos meus pensamentos.
Creio em muitas, duvido de todas,
Não caibo inteira nenhures.
O universo é tão vasto, infinito
E essa imagem sempre me assombrou.
Por tantas vezes, nada faz sentido, e
Mergulho em um abismo insano
Agarrando em parcos nacos de alegria
Para não sucumbir ao oco da existência.
Mas há momentos tão plenos,
Tão imensamente preenchidos de tudo
Que dispensam qualquer significado.
Apenas sinto-os,
E os guardo no baú das respostas.
Entre o saber e o sentir,
A vida passa depressa demais.
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