Embaça a alegria e, entorpece a alma e o coração.
A agonia estampada na ressequidão da paisagem,
O fogo que alastra sem cessar
A vida que se ressente e sucumbe à dor e à escassez.
Hoje me faltaram esperanças.
Sinto um ímpeto em escamotear imagens desidratadas.
Um excesso interno de vida pra aguda penúria de umidade,
Que impede os brotos e as inspirações genuínas e mornas da tarde quente.
Retorcem-se as entranhas, retorcem os galhos carcomidos pelo fogo e pela luta.
Faltam as forças, falta o retorno, falta o abrigo, falta a brisa do mar.
O céu permanece azul, adiantando que não há previsão de chuva.
O coração permanece em penumbra, aguardando o sinal pra que a luz seja acesa.
O tempo corre, retorcido pela íntima percepção de clausura.

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