Eu ainda era criança quando “A banda” passou em minha vida e junto com ela, embalando brincadeiras e por vezes o sono, vieram a “Carolina”, “A Rita”, “Olé, Olá”. Cresci ouvindo “Roda viva”, “Com açúcar e com afeto”, “ Quem te viu, Quem te vê” e “ A noite dos mascarados”. Sonhei ao som de “João e Maria”, “ Mulheres de Atenas”, “ Valsinha”. Emocionei-me com o “Funeral de um Lavrador”, “Umas e outras” e o “ Meu guri”. Indignei-me com a “Geni”. Apaixonei-me com “Olhos nos olhos” e “Trocando em miúdos” me desiludi fazendo coro ao “ Samba do grande amor”. Aprendi com “Construção”. Rebelei-me cantando aos quatro ventos que “Apesar de você” a esperança “Vai passar”. Contestei com “Cálice” e com “Meu grande amigo” entendi que a vida nem sempre pode nos dar o que queremos. Amei “Sem fantasia” vivendo o “Cotidiano” do “Pedro Pedreiro” e de outras tantas estórias iguais à “ Minha História”. Questionei “O que será?” e não obtendo respostas, cheguei a desejar dizer “Bye,bye, Brasil”. A genialidad...
O mundo das letras é mágico. Traduzir sentimentos em palavras, além de tocar o outro, ensina a nos conhecer. Depois dessa descoberta, encontrei muito em mim que não era capaz de enxergar. Marquei um encontro comigo mesmo, que se renova a cada novo texto, seja prosa ou verso, público ou guardado. E assim sigo escrevendo, emitindo percepções e opiniões, desbravando esse universo infinito de possibilidades, onde as palavras desnudam a alma. Escrever hoje é minha melhor forma de existir!