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Mostrando postagens de agosto, 2009

Chico Buarque

Eu ainda era criança quando “A banda” passou em minha vida e junto com ela, embalando brincadeiras e por vezes o sono, vieram a “Carolina”, “A Rita”, “Olé, Olá”. Cresci ouvindo “Roda viva”, “Com açúcar e com afeto”, “ Quem te viu, Quem te vê” e “ A noite dos mascarados”. Sonhei ao som de “João e Maria”, “ Mulheres de Atenas”, “ Valsinha”. Emocionei-me com o “Funeral de um Lavrador”, “Umas e outras” e o “ Meu guri”. Indignei-me com a “Geni”. Apaixonei-me com “Olhos nos olhos” e “Trocando em miúdos” me desiludi fazendo coro ao “ Samba do grande amor”. Aprendi com “Construção”. Rebelei-me cantando aos quatro ventos que “Apesar de você” a esperança “Vai passar”. Contestei com “Cálice” e com “Meu grande amigo” entendi que a vida nem sempre pode nos dar o que queremos. Amei “Sem fantasia” vivendo o “Cotidiano” do “Pedro Pedreiro” e de outras tantas estórias iguais à “ Minha História”. Questionei “O que será?” e não obtendo respostas, cheguei a desejar dizer “Bye,bye, Brasil”. A genialidad...

A vida depois dos trinta!

Passar dos 30 anos, para nós mulheres, é uma experiência interessante e que muda completamente nosso ponto de vista em relação ao mundo e também a forma como as pessoas nos vêem. Podemos nos sentir melhores ou piores do que aos 20 anos, mas, com certeza, estamos bem diferentes. Começamos a nos dar conta que o tempo passa para todos e não estamos a salvo de sua ação implacável, mas podemos, com sabedoria, usá-lo a nosso favor e nos tornar pessoas melhores a cada dia. Quando passamos dos 30, coisas curiosas começam a acontecer: .Somos chamadas de senhora com muito mais freqüência. .Os acontecimentos de nossa adolescência passaram-se há, no mínimo, 15 anos. .Nossos filhos, sobrinhos, alunos se referem a nossa época de infância como antigamente. .Temos assuntos e um bom trânsito entre a primeira e a terceira idade. .Ainda somos jovens para os mais velhos, mas já somos velhas para os mais jovens. .A lei da gravidade começa a se aplicar sobre nós. .Nos sentimos mais mãe do que fil...

Dia onze

Esse texto foi publicado em março de 2004 na seção de cartas da revista Isto É. É antigo mas não deixa de ser atual. DIA ONZE Dia onze de março de 2004, assim como dia onze de setembro de 2001, seria um dia comum. Pessoas comuns trabalhavam, estudavam, passeavam. Pessoas comuns eram tristes, felizes, amarguradas, alegres. Pessoas comuns encontrariam seus filhos, seus pais, seus amigos, seus amores. Pessoas comuns, num dia comum, encontraram o imponderável. Num átimo de segundo suas vidas comuns transformaram-se em vítimas da irracionalidade humana. Viraram mártires de uma causa que não defendiam. Desapareceram em nome da intolerância e da barbárie. As centenas, aos milhares. ETA, Al Qaeda, IRA, o que importa? São nomes diferentes para pessoas igualmente covardes, nefastas e infames. Matam gente inocente em nome de Deus, da pátria, da paz. Os fins não podem justificar esses meios. Destroem histórias que não eram suas, vidas que desconheciam, famílias que viviam em harmonia. Espa...

Ignorância

A ignorância é o câncer da sociedade. Acredito ser ela a razão da maioria dos problemas do homem. Não a ignorância de não saber, pois esta, por mais que saibamos, todos nós temos. A ignorância maléfica é aquela de não querer aprender, ou ver, ou ouvir, ou sentir. Ignorância é poluir a própria água e desmatar a sua floresta. Ignorância é matar um semelhante por qualquer ideal ou ainda mais matar por matar. Ignorância é pensar que podemos ser melhores que o outro e que temos o direito de subjugá-lo. Ignorância é praticar qualquer ato de violência ou ser conivente com ela. Ignorância é supervalorizar bens materiais e esquecer os valores espirituais. Ignorância é fechar os olhos à necessidade do outro se a solução esta a seu alcance. Ignorância é não amar. Ignorância é pensar no futuro sem viver o presente. Ignorância é se acomodar, é não lutar. Ignorância é o preconceito sob qualquer alegação, é o ódio, a covardia e a intolerância. Ignorância são os atos de terrorismo que apavoram o m...

Aos meus amores!

M inha vida se misturou à sua e, A sua companhia se fez cada vez mais preciso. Meu R efúgio e porto seguro você se tornou. E a... C ada dia, meu amor e minha admiração aumentam mais. E a felicidade está sempre entre nós! L ógico que há os momentos difíceis, mas... O amor que existe entre nós, supera todas as dificuldades. Você foi para mim, a... R ealização do maior de todos os sonhos. A alegria de te ver crescer em meu ventre, F ez a família toda se derreter e se entregar... A os seus encantos, a magia... E a benção de ter você entre nós. L indo, perfeito e maravilhoso!!! F oi como da primeira vez! A... E moção e a felicidade de te descobrir a caminho. L ágrimas de alegria e uma enorme gratidão... I nspirou a sua chegada! P ara adoçar a nossa vida com sua fofura, E nos ensinar que o amor é capaz de se multiplicar! De repente, E com uma força divina. Um D oce chamado do céu fez despertar em mim, U ma enorme vontade de ser mãe novamente. Com uma grande ...

Reprise

Texto publicado no Jornal "A voz do Povo" de Carmo da Mata city, em agosto/2009 Crise no Senado. Mais uma avalanche de denúncias invade a mídia e nos deixa novamente boquiabertos diante de tantos absurdos sobre os nobres representantes do povo brasileiro no Congresso Nacional. A bola da vez é o ilustríssimo ex- Presidente da República, político mais antigo em atividade, membro da Academia Brasileira de Letras, dono de meio Maranhão, Senador pelo Amapá e atual Presidente do Senado José Sarney. As denúncias são variadas, tem pra todo gosto! Mas quem dera fossem estas acusações únicas! São inúmeras denúncias, em maior ou menor gravidade, com variados protagonistas, de maior ou menor relevância! Mas sempre com um detalhe em comum, quem paga a conta somos sempre nós, povo brasileiro. Vimos esses dias cenas surreais entre acusadores e defensores de Sarney, oposição e governistas respectivamente. Bate boca em plenário onde as armas eram nada mais nada menos, que os atos duvidos...