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Momentos

“Um único momento de beleza e amor justifica a vida inteira”, disse Rubens Alves. E é verdade. Mas estamos sempre querendo mais. Querendo a perene alegria, a eterna sensação de plenitude, o ‘felizes para sempre’. E quando paramos para repensar a vida e para olhar um pouco ao nosso redor, nos damos conta que infelizmente [ou até felizmente] os contos de fada não existem. Por mais que sejamos felizes, sempre haverá momentos de tristeza e dor; ou por mais que sejamos infelizes, sempre haverá algum momento de intensa alegria e paz.  Quem não viveu, em algum momento, uma clara sensação de que, se a vida acabasse ali, naquele minuto, morreria feliz e realizado? Quem já não teve, ao menos uma vez, a certeza de que a sua vida não foi em vão? De certo que todo mundo já tenha se sentido assim, tão pleno e feliz, que todo o sofrimento e as pelejas do dia a dia, ficaram miúdos a ponto de não serem lembrados. E quem por ventura disser que nunca teve essa benção, é porque não pensou...

Comprometa-se!

Comprometimento! Você tem visto isso por aí? Talvez seja essa a palavra e atitude que anda em falta nesses tempos conturbados que estamos vivendo. Tempo em que todo mundo tem opinião formada sobre tudo, as redes sociais trazem milhares de donos da verdade e que a palavra de ordem é seguir. Seguir no instagram, no snap, no facebook. E seguir significa comprar o que o outro ‘vende’, acompanhar, engolir, copiar. Mas e o comprometimento? Quantos realmente se comprometem com aquilo que acreditam e até mesmo com aquilo que seguem, seja lá o que for? Andamos carentes de lideranças genuínas. Andamos carentes de conteúdo. Andamos carentes de verdades ‘verdadeiras’, de comportamentos dignos de serem exemplos. Andamos órfãos de heróis e de ídolos que realmente possam agregar valores em nossas vidas. Muito pouco de muita coisa, pouca profundidade. Nosso mundo anda raso e líquido.  E não há comprometimento se ficamos apenas na superfície. Pra nos comprometermos com alguma ideia...

Oxalá!

No apagar das luzes, final de ano, todo mundo exausto e esperançoso de novos tempos, os votos são os mais altruístas e as promessas as mais enfáticas. Paz, amor, saúde, prosperidade! Desejamos sinceramente a nós mesmos e àqueles a quem amamos; desejamos protocolarmente àqueles que convivemos pouco ou aos amigos virtuais que nunca encontramos na vida real, mas não deixam de serem votos verdadeiros. Oxalá todos pudessem ser verdadeiramente felizes e que todos os anseios direcionados fossem cumpridos à risca! No entanto assim que o ano novo inicia e o clima de festas arrefece tudo volta a ser mais ou menos do mesmo jeito. Claro que há os determinados e cumpridores de suas promessas festeiras que iniciam dieta, jogam fora o último maço de cigarros, diminuem o doce e os gastos, voltam pra academia e tantas outras juras habituais, porém as essências comumente permanecem as mesmas. Passada a euforia dos fogos, os otimistas continuarão vendo o copo meio cheio e os pessimistas p...