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Mostrando postagens de outubro, 2016

Coração Partido

Retornei e por um instante Esperei reencontrar seu abraço A memória do coração é distraída! Mesmo amarrotada de tristeza Conservo em destaque A notícia de sua partida Impedindo que o amanhecer me torne a contar! Ainda não sei onde plantar A semente de saudade que só sabe crescer!

Presentes!

Acredito que as coisas acontecem por uma razão, um cuidar. Quando era criança, eu e minhas irmãs passávamos horas a fio brincando de casinha, inventando enredos para as bonecas, interpretando situações imaginárias. Lembro que ficava pensando se em nossas vidas também haveria alguém que controlava os acontecimentos, seres gigantes e invisíveis que guiavam a nossa história, tal qual fazíamos com as bonecas. A mesma sensação eu tinha quando observava as formigas (tinha mania de observá-las). Todos os rituais, os caminhos que percorriam e os cochichos ao topar com uma companheira. Se quisesse poderia acabar com tudo aquilo, bastava uma pisada e já eram! Muitas vezes me peguei matutando sobre isso; onde estava o controle sobre o nosso caminho?  Talvez hoje respondesse à menina que fui um dia e que de certa maneira ainda mora em mim, que esse controle transcende a nossa compreensão limitada, mas que há sim algo maior, que gosto de chamar de Deus, que sabe o que faz,...

Sorriso de luz

Me vesti com flores Pra brindar a primavera E driblar a dor de minha orfandade. Alheio à sua ausência O sol insiste em nascer todas as manhãs. Hoje o dia está lindo e azul Um sorriso de luz pra envolver Minh ‘alma E contar ao meu coração Que você vive para sempre. O seu amor brilha em mim Receba o meu infinitamente!

Despedida...

Acabo de perder o meu pai. Acabo de conhecer uma dor inédita, assombrosa, uma tristeza desmedida que parece que vai me sufocar a qualquer momento. Foi tudo muito rápido e inesperado, mas desconfio que sempre seja assim, sem preparação, independente de qualquer coisa ou situação. Sempre achamos que é cedo, que ainda havia tempo a ser vivido, metas a atingir, sonhos a realizar. Diante do imponderável da vida, me sinto completamente desprovida de certezas. ‘Só sei que nada sei’, me junto a Sócrates! Mas como em tudo que vivemos a perda também traz aprendizados que transformam o nosso olhar para o mundo. Diante de um sofrimento descabido e que por vezes me aniquila, a vida continua. E essa constatação ora me acolhe, ora me flagela. As imagens da vida e da morte teimam em não se juntar. Diante da vastidão do nunca mais, tudo fica temporariamente sem sentido, sem cor. Acredito, ainda por ouvir dizer, que o tempo acalma a dor e lembrar vai ficando mais leve até se tornar sorriso...