Devagar, mas com imperiosa fúria Na sesta imposta à humanidade A natureza renasce! Entre rios, mares e lagoas Antes afogadas em partículas estranhas Que asfixiavam os seres viventes A existência pululante brota E regurgita pro pobre sapiens Toda a sua majestade roubada Há milhares de milhares de anos. O horizonte tal qual nunca visto Desponta sem traços de cinzas e gases Fazendo as retinas tão donas de tudo Admirarem-se de tão belo espetáculo. Bichos e verdes, terras e águas se unem Numa anarquia com ares quiméricos Celebrando o castigo infligido ao monstro. A Terra respira, em liberdade enfim Ajeita a casa, refaz arranjos, recria Mostra de novo o caminho a seguir. É preciso retirar as vendas que cegam!
O mundo das letras é mágico. Traduzir sentimentos em palavras, além de tocar o outro, ensina a nos conhecer. Depois dessa descoberta, encontrei muito em mim que não era capaz de enxergar. Marquei um encontro comigo mesmo, que se renova a cada novo texto, seja prosa ou verso, público ou guardado. E assim sigo escrevendo, emitindo percepções e opiniões, desbravando esse universo infinito de possibilidades, onde as palavras desnudam a alma. Escrever hoje é minha melhor forma de existir!