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Mostrando postagens de setembro, 2016

Escolha Consciente

Mergulhados em meio a uma guerra política, instalada desde a eleição presidencial de 2014 e agravada com os últimos acontecimentos pré e pós impeachment, nosso país vive um dos momentos mais graves de sua história recente. Para aqueles que viveram ou estudaram com afinco os acontecimentos políticos do Brasil após o fim da ditadura, as crises econômicas, a era Collor, a estabilização da moeda, a chegada do PT ao poder, a subida de status do país no cenário internacional e a derrocada atual, sabe que ser brasileiro e amar esse país acima de tudo, nem sempre é fácil. Costumo sempre dizer que sou otimista e em todas as situações procuro enxergar os pontos positivos, mas confesso que essa tem sido uma tarefa hercúlea quando o assunto é a nossa representação política. Difícil não perder as esperanças quando não se tem em quem confiar, mas a despeito de todos os escândalos, denúncias, prisões, hipocrisias, aberrações e absurdos, sigo tentando acreditar. Talvez a pior coisa que tenha ...

Não repare a bagunça...

Não repare a bagunça É que nos últimos tempos De pensar e de sentir Ando em constante reforma Não repare a bagunça É que pra arrumar de verdade Tem que revolver o fundo Retirar lodos e mofos Não repare a bagunça É que descobri Que o sorrir e o chorar andam juntos São verbos primos-irmãos Não repare a bagunça É que agora já entendi Que quando tiver tudo pronto Já é hora de partir Não repare a bagunça Não se apegue à agitação É que arrumação e assepsia extremas Nunca couberam em mim.

Semear...

Como Rubens Alves, adoro ipês amarelos! Os brancos, roxos e rosas também são lindos, mas os amarelos são especiais. Talvez por serem tão efêmeros em sua beleza, me causem um maior encantamento. Adoro vê-los salpicando de cor os pastos secos e sedentos do mês de agosto. Quando suas flores caem, caem dançando, num lindo balé ao sabor da ventania. Duram pouco, talvez passem despercebidos aos olhares desatentos do mundo, mas quando agosto se anuncia, é por eles que espero ansiosa. São eles que colorem esse mês comprido e indeciso, com péssima fama, mas que carrega boas intenções (ao menos tem os ipês amarelos). As boas novas já andam pelos campos, setembro chegou! É um mês acolhedor, alvissareiro, pura poesia. Tempo de cores, flores, profusão de vida pra todo lado. O vento recolhe suas asas e dá lugar as chuvas de fim de tarde que devolvem o ar limpo e leve. Adoro setembro! É um mês que tem ares de recomeço, de renovação, de luz. Saímos do casulo que o inverno nos impõe, trocamo...