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Mostrando postagens de outubro, 2014

Palavra de ordem!

Desconstrução! Palavra de ordem usada incessantemente durante a recente campanha eleitoral. Virou moda, caiu no gosto popular, desfilou em capas de revistas, jornais e tudo que é matéria sobre os embates eleitorais. O conceito de desconstrução, segundo seu criador (o filósofo francês Jacques Derrida), não é sinônimo de destruição e sim de desmontagem, e foi proposta originalmente para a análise de textos literários e não de pessoas. A despeito disso, a desconstrução de nomes, biografias ou reputações, foi a vedete dos debates eleitorais e estava muito mais para extermínio do adversário ( nem sempre pautado na verdade) do que para um exame crítico da potencialidade dos mesmos. E a tática foi usada por todos, sem exceções e sem moderação! Pois bem, usando da mesma artimanha, vamos desconstruir o cenário político-filosófico-partidário que tomou de assalto as redes sociais, os grupos privados de Messenger, os perfis e murais de muitos eleitores, dos mais apaixonados aos mais reser...

Indecisos Anônimos

 Texto publicado no Jornal O Tempo, em 02/10/2014 O voto é um direito antes de ser um dever. O voto é secreto e confidencia-lo é prerrogativa individual, cada um faz o que achar que deve, torne-o público ou leve ao túmulo a sua escolha. Pois bem, nem que eu quisesse hoje, poderia tornar público meu voto, pois pela primeira vez na vida me incluo na lista dos indecisos. Nunca antes na história dessa pessoa que vos fala, isso aconteceu. Sempre tive direção na ponta do dedo e argumentos na ponta da língua! Confesso, sempre olhei para os indecisos com certo ar de desdém, como pode alguém não saber pra onde ir? Paguei língua, bebi do meu próprio veneno. Não que não saiba o que quero para meu estado e país, sei e é exatamente por isso que a indecisão me arrebatou. No cenário que se apresenta o que me falta é coragem de endossar, com meu único instrumento disponível, os discursos e atos inconsistentes que desfilam por aí. Nunca diga ‘dessa água não beberei’, sábio conselho! Esto...

Ilusão

Lamentamos o mundo cruel Aboletados no pedestal De nosso castelo bendito Dedo em riste, apontando culpados Somos todos analistas Cutucando o umbigo alheio Malditos somente os outros! Problema somente o diverso! Tragédia somente alhures! Exército de tolos iludidos, O olho do furacão é aqui! Somos todos folhas de outono Na mesma ventania!

Joia rara!

Sempre uso esse espaço para postar textos e poemas autorais. Mas estou abrindo uma exceção e publicando um poema de um novo autor cuja obra merece muita atenção. Uma joia rara com um futuro promissor! Prestem atenção nesse nome: Vinícius Ribeiro, o garoto multimídia! Poeta e artista plástico de uma sensibilidade rara e uma maturidade artística ímpar para os seus 17 anos! Simplesmente encantador! Distração Vinícius Ribeiro Me feri na infância... E não sara, e não cura, e não passa! Corri no galope do sonho, nas bocas que riam, nos olhos secos. Mas não há remédio que cure a ferida, o sangue, a vida! Na poeira de minhas sandálias escrevi o futuro. Cada passo uma letra. Cada tombo palavra! E encontrei muletas que me fazem cócegas... Que me fazem rir, que me fazem forte. Santana, São João, Santa Maria! Me levem, me guardem, me lembrem.... E sobre minha juventude torta Bebam comigo mais uma dose. Até que eu durma.... Até que eu sonhe... Até que eu morra. ...