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Mostrando postagens de novembro, 2016

Oxalá!

Olhar pra trás Apenas pra retirar a poeira Das boas lembranças! Decido hoje! Baú de tristezas é móvel pesado demais Quero um jardim de sorrisos E borboletas... Pra celebrar a vida como ela é! Ser somente... Ser semente e semeador! Oxalá!

Colo de palavras

Entre fotos antigas Música e um agasalho seu Simulo o abraço Que agora me falta. A tarde virou noite Sem o meu consentimento. As lembranças espalhadas na mesa Abrigam minhas lágrimas E sorrisos de saudade. Pra aliviar minha alma Sua ausência vira poesia Faço colo de palavras!

Sempre pode piorar...

‘Sempre pode piorar’, é título de um livro de Paul Watzlawick, importante psicólogo austríaco, radicado nos EUA e um dos precursores da Teoria da Comunicação. Não sei muita coisa a respeito, mas o título desse livro bem que poderia ser usado para traduzir a situação brasileira nos últimos tempos. Não sei se sou uma exceção, mas me sinto em uma aeronave desgovernada, na qual o comandante está em surto de ataxia, os tripulantes desesperados e o piloto automático desligado. O país vive uma grave crise convulsiva! Entre a dicotomia que tomou conta de tudo, o bom senso tirou férias e vivemos quase um salvem-se quem puder. Se já andávamos trôpegos em direção a um horizonte imprevisível, o que se alardeou solução se mostrou um terreno movediço e tão nublado quanto. A situação e a oposição de ontem se transformaram em uma geleia geral, uma indefinição perigosa recheada de insegurança e interesses questionáveis. Só um ingrediente não mudou, a farra dos privilégios continua e...

Tradução

O dia hoje traduz meu coração Uma brisa fria, chuvinha fina Melancolia mansa e doce... Alma nublada com esperança Que acolhe e embala... Como boas lembranças Saudades e aconchego Da vida que foi e Da vida que chega!