Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de março, 2014

Naquele dia...

Naquele dia eu ainda não tinha nascido, mas carrego comigo, desde quando não sei, lembranças de um tempo que não vivi. Naquele tempo, de romantismos e elegâncias, de efervescências culturais e de disparidades sociais, foi quando o súbito aconteceu. O que sei aprendi em livros, revistas, jornais. O que sinto vivi, ou apreendi de um tempo triste e sem cor. Meu pai contava casos, os professores contavam histórias. Hoje, 50 anos depois, tentam amenizar o que houve. Relativizar seus abusos, encobrir seus erros de todos os lados, enaltecer os “heróis” de ontem que tristemente são os abusadores de hoje. Ainda hoje escuto vez ou outra dizerem: naquele tempo o país era bom, tinha ordem, tinha respeito. E toda vez que escuto isso, um arrepio frio me corre a espinha. Julgo sem piedade a ignorância do discurso, seja de quem for. Pergunte sobre a ordem pras famílias inteiras que só viveram terror! Pergunte sobre respeito àqueles que foram calados com ódio e escárnio! Pergunte sobre bondade aos ...

Onipresente

Por detrás das cortinas Pra debaixo dos tapetes Entre versos e reverses Ante a vida, frente à morte A poesia espreita Imortal e efêmera

Anseios

Encarcerada Em meus pensamentos Espero os bons ventos Que trazem leveza Que levam tristeza Mas sei... [e isso me amargura] O minuano que me congela a alma Janelas abertas Braços estendidos Anseios De menos bagagem De novas aragens

Estações

E já vai terminando o verão Logo o outono se colhe, e O inverno se instala. Mal sentimos o frio, e A primavera renasce. E veremos verão de novo, e De estação em estação, A vida voa... e nos atropela. Um ano é curtíssimo prazo, Quase ontem! Não foi sempre assim. Ou era e fui eu que esqueci? Cresci, envelheci, me perdi? Onde abandonei o fio dessa meada? Da vida que espera, se esmera, revela, Em diminutos capítulos o bem e o mal? Devolvam-me o controle remoto, Que quero novamente o slow!

Lançamento!

Convite de lançamento de meu novo livro. Um quarto de cortinas azuis - Passeios Poéticos , é uma parceria com a Editora Literacidade, com sede em Belém/PA. Um livro feito de sentimentos e de sonhos. O primeiro construído por profissionais, com todos os trâmites editoriais necessários e que confere à obra um registro importante de existência.Mais um passo à frente! Obrigado a todos que se envolveram, que incentivaram, que inspiraram e que me fizeram acreditar que isso seria possível! Você leitor, que se deparar com essa postagem, sinta-se convidado!

Vitrine

Mural ou linha do tempo? Para os ainda desavisados, a linha do tempo fala só de você, suas postagens, fotos e tudo o mais que você resolva tornar público aos amigos virtuais, é sua vitrine para o mundo! O mural é onde você fica sabendo que a Maria ficou noiva, que o Carlos teve apendicite, que o Jorge está solteiro ou que a Joana passou na peneira de modelo e agora desfila por aí feliz da vida! Novas terminologias, novo mundo, novas informações! Se gostar deleite-se, se não é sua praia, acostume-se, é o que temos pra hoje e pra amanhã. Depois se vê o que será! Mundo, mundo... Vasto mundo! Drummond não o suporia tão vasto, nem tão restrito, pois no paradoxo que vivemos, quanto mais interagimos, mais umbilicais nos tornamos! Rendi-me às redes sociais, sou da turma que gosta, que posta, que interage, mas com reservas e parcimônia. Mesmo porque, como aspirante a escritora que sou, não há melhor lugar para salpicar aqui e acolá, um pouquinho do meu trabalho. Mas ando um tanto aflita co...

Nuvem cinza

Quarta-feira de cinzas devia ser decretada o primeiro dia do novo ano. Vamos oficializar a indolência imputada ao povo brasileiro! Não é lugar comum dizer que o ano só começa depois do carnaval? Então vamos deixar de hipocrisia e sacramentar o dito popular. Feliz ano novo pessoal! O carnaval acabou e todo mundo brincou como se não houvesse amanhã. Agora é hora de recomeçar! Poderiam pra não ficar muito ruim e a despeito do feriado ser uma festa móvel, decretar também a primeira semana de fevereiro como carnaval, daí saberemos sempre quando o ano toma assento e começa pra valer! Os prejuízos certamente seriam menores. Brincadeiras à parte, estamos em março e a sensação que tenho é que ainda estamos vivendo o ano passado. Começamos o ano novo com energia velha, gasta, densa e cansada. E essa não é uma percepção pessoal, um mero olhar nublado sobre a vida; várias pessoas me descreveram a mesma sensação, o que pelo menos me salva da crucificação solitária pelos felizes de plantão. Mas ...

Sonhos...

Publicar um livro não é mero capricho de aspirante a escritora. Publicar um livro é deixar uma marca no mundo, mesmo que para poucos leitores, é tornar-se perene nessa vida! A vida acaba, as palavras vivem!Em algum lugar, próximo ou distante, alguém vai ler suas palavras e você permanecerá vivo. Não será esse o segredo da imortalidade? Deixar um legado concreto, passível de te apresentar a gerações que não conviveram contigo. Aguardo o encontro com o segundo livro e com mais uma oportunidade de lançar sementes ao vento! Que encontrem terras férteis, germinem e inspirem!Oxalá!