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Mostrando postagens de março, 2013

Labirintos

“Uma boa definição de felicidade: ser leve para si mesmo.” Esta frase da escritora gaúcha Martha Medeiros, talvez seja o caminho que tanto procuramos e, muitas vezes, não encontramos nos labirintos de nossa existência. Leveza! Diminuir o peso, aprender a não carregar como nossos os fardos e problemas alheios, deixar as mágoas e os rancores pelo caminho, jogar fora aquilo que não é necessário e que não nos acrescenta; não gastar energia com o que não vale a pena e principalmente saber identificar prioridades. Oxalá fosse simples! Mas não é impossível, basta uma pitada de boa vontade, algumas colheres de lucidez e sensatez, porções de atenção e amor-próprio e uma generosa quantidade de autoconhecimento. Se pararmos pra refletir, muito do que rouba nossos sorrisos, não nos pertence. Claro que devemos sempre ser solidários com aqueles com quem convivemos e amamos e se pudermos ajudar oferecendo um ombro, um sorriso, um colo ou uma palavra amiga, isso só nos trará alegrias. Mas muitas...

Descompasso

Num mundo estridente e fast, O tempo urge, acelera. O coelho de Alice é maestro. Andamos atrasados com a vida Em desalinho com o sonho Em desarmonia com a alma. Marchamos na corda bamba Sem rede de proteção Trapezistas atônitos, acrobatas incautos. A existência hoje é grito O amor deseja sussurro O equilíbrio exige silêncio!

Ex abrupto (De súbito)

Sé Vacante. Não Habemus papam! Diante de um mundo perplexo e ainda aturdido com a imponderável renúncia de Bento XVI, a igreja nunca foi tão humana. Incapacidade física? Poder paralelo? Corrupção? Escândalos sexuais? Traição? Todos esses motivos que por ventura tenham levado à decisão de renúncia do Sumo Pontífice são tão humanos quanto aqueles que nos guiam em nossas escolhas na vida, mas, com toda a certeza, mais contundentes. Diante da figura abatida e torturada de Joseph Ratzinger, fiquei imaginando todo o calvário que esse homem percorreu até o anúncio bombástico do dia 11 de fevereiro de 2013. Uma demonstração inquestionável de que, para salvar o todo, muitas vezes é necessário cortar na própria carne. Uma declaração de amor à Igreja e a tudo que ela representa para ele mesmo e para centenas de milhares de fiéis. Talvez a maior revolução de dogmas seculares, que norteiam os caminhos do catolicismo, segundo os especialistas do assunto. Confesso que o Papa Bento XVI não me de...