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Mostrando postagens de agosto, 2019

A vida passa...

Não escuto mais os barulhos de meninos Brincando, brigando pelo último pedaço de bolo Pelo lugar no sofá, pelo copo mais cheio de suco O controle da TV, tão disputado em acirradas negociações Repousa num ostracismo sem volta numa gaveta qualquer Na casa nua de brinquedos esparramados, a infância é fotográfica Pra onde foram tantos carrinhos, jogos, bolas e super-heróis? Pra onde foram tantos cadernos e livros didáticos e Álbuns incompletos de figurinhas? Meninos e tudo que fez parte deles se amalgamaram Agora são homens em busca da própria existência A vida passa...

Ganhei o dia!

Autoestima é tudo nessa vida! Acredito que ninguém há de discordar desta afirmação, que não é minha e nem é novidade, a encontramos em todos os livros de autoajuda, em qualquer workshop de autoconhecimento ou em milhares de postagens nas redes sociais. Se sentir bem em sua própria pele, sentir-se confortável nesse mundo, se acolher em suas formas e personalidade. Gostar de si mesmo é o primeiro passo para uma existência mais pacífica e feliz.  Entretanto, manter em alta a nossa autoestima não é tão simples e requer atitude. Somos educados para satisfazer padrões sociais que teimam em colocar toda a diversidade humana em caixas rotuladas e nem sempre afáveis. Padrões físicos, comportamentais e emocionais que são cobrados desde que nascemos. Isso pode, isso não pode, isso é bonito, isso é feio, isso é certo, isso é errado e por aí vai. Padrões que servem para apaziguar o outro e não perguntam o que passa por dentro de cada um de nós.  Como lido profissionalmente...

Entre príncipes, princesas e sapos

No mês de novembro completaremos 130 anos de república tupiniquim. Concordo que com esse tempo todo, já devíamos ter aprendido o que não fazer, porém não é sobre a atual República brasileira que trata este texto. Venho falar de Monarquia, e também não falaremos de príncipes encantados nem conto de fadas, o mote de hoje é sobre os Orleans e Bragança, conhecem? Essa semana um amigo postou em sua rede social, a publicação de uma página dedicada ao movimento pró-monarquia no Brasil. O post comemorava com palavras dignas da realeza o aniversário de uma senhora muito elegante denominada Sua Alteza Real Princesa Dona Fulana de Orleans e Bragança, esposa de Dom Sicrano de tal de Orleans e Bragança, terceiro na linha de sucessão da coroa brasileira. No mínimo cheirava à naftalina, com todo o respeito que a história brasileira merece. Curiosa que sou, corri até a página pra bisbilhotar aquela maluquice e fiquei sabendo que há no Brasil gente de verdade (ou robôs, né?) que bate palm...

Rotação

Dizem de minha poesia Umbilical, egocêntrica. Mas, diga- me camarada Qual poeta sai de si? Pois se mesmo quando Pra longe os olhos viajam É de si mesmo que falam? Somos movimento planetário Rotação e translação E o sol, que orbitamos em Piruetas mirabolantes De bailarinas escarlates!

Fadiga

Meu coração, de alegria Anda tão precisado! E, Dentro do peito margeia As águas do mar De meu pranto Que deixo pelos cantos Da vida, persistente em Lamber as feridas Abertas pelos espinhos No caminho de meu andar. Meu coração, de poesia Anda tão emaranhado! E, Junto às palavras que grito Soam sinos de vento Aragens de contentamento Que cobrem as chagas Da alma, com ingênuas Canções de ninar, e despertam O desejo emergente De um colo pra descansar.

Arritmia

Verso livre! Levanto bandeira. Poesia solta, Brinquedo de palavra. E, se me der na telha, Faço soneto, trova, balada ou haicai Sem compromisso faço rima Posso ser lírica, posso ser ácida Quem faz poesia é a alma, e Alma livre Não cabe em caixa