Não escuto mais os barulhos de meninos Brincando, brigando pelo último pedaço de bolo Pelo lugar no sofá, pelo copo mais cheio de suco O controle da TV, tão disputado em acirradas negociações Repousa num ostracismo sem volta numa gaveta qualquer Na casa nua de brinquedos esparramados, a infância é fotográfica Pra onde foram tantos carrinhos, jogos, bolas e super-heróis? Pra onde foram tantos cadernos e livros didáticos e Álbuns incompletos de figurinhas? Meninos e tudo que fez parte deles se amalgamaram Agora são homens em busca da própria existência A vida passa...
O mundo das letras é mágico. Traduzir sentimentos em palavras, além de tocar o outro, ensina a nos conhecer. Depois dessa descoberta, encontrei muito em mim que não era capaz de enxergar. Marquei um encontro comigo mesmo, que se renova a cada novo texto, seja prosa ou verso, público ou guardado. E assim sigo escrevendo, emitindo percepções e opiniões, desbravando esse universo infinito de possibilidades, onde as palavras desnudam a alma. Escrever hoje é minha melhor forma de existir!