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Mostrando postagens de setembro, 2012

Esperança

O que espero do futuro prefeito de nossa cidade? Não só eu, mas todos os cidadãos carmenses esperam o melhor, seja qual for a preferência. Cada um tem suas convicções políticas, ou suas razões de escolha, mas passado o momento que nos cabe, o eleito assume compromisso com todos, sem exceções. Espero sinceramente que nosso próximo prefeito saiba, em primeiro lugar, escolher sua equipe de governo baseando-se na competência e na capacidade de trabalho. Tarefa difícil quando sabemos que todo apoio político têm seu preço. Montar uma equipe técnica, composta de pessoas retas e com conhecimento de causa, que tenham antes de tudo vontade de trabalhar pelo município. Utopia? Pode ser, mas a meu ver é quase uma garantia de sucesso. Espero também do próximo prefeito e de sua equipe que sejam exemplos. Bons exemplos! É o mínimo que um líder pode oferecer. Cumprir horários, ser acessível, ir de encontro aos problemas, ouvir os anseios de seu povo, reconhecer falhas, se mostrar confiável. E con...

Mineirices

Quando estudante li vários livros de uma coleção chamada “Para gostar de ler”. Eram crônicas e contos de escritores conhecidos como Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Carlos Drummond de Andrade. Tinham outros autores, mas os mineiros me chamavam mais atenção. Dias atrás comprei dois livros com coletâneas de crônicas e contos de Fernando Sabino e voltei no tempo quando me deparei com textos que ainda guardava na memória daquelas leituras de colégio. Lembro também com carinho do livro Beira-mar, de Pedro Nava, um dos grandes memorialistas brasileiros, e também mineiro. Sensacional! Bem, que Minas têm grandes nomes da literatura nacional é fato. Mas esses autores que citei, além do fato de serem mineiros, têm em comum o Rio como cidade que escolheram para viver. Talvez nem tenha sido uma escolha, na época o Rio era a terra das possibilidades para os jovens intelectuais. Belo Horizonte ainda era uma capital modesta. Mas o fato é que me descobri bairrista e ciumenta de nossas pérolas...

Mais Antologias...

Mais 6 antologias da Câmara Brasileira de Jovens Escritores estão saindo com textos meus. São quatro poemas ( Setembro, Pas de deux, Vespertino e Querer) e dois contos ( telefone? e o Último Brinde!), que estão disponíveis para leitura aqui no blog e no site da CBJE. Já são 13 textos publicados,em 12 livros diferentes. Quem quiser conhecer o trabalho da CBJE acesse: www.camarabrasileira.com

Namastê

O que você pensaria ao ouvir alguém exclamando: ”Eu sou o máximo!”? Certamente pensaria que se trata de uma pessoa arrogante e convencida. Mas, olhando por outro prisma, todos nós podemos dizer sem medo que somos o máximo, pois somos mesmo! Quem é que, em sã consciência, e absolutamente ciente de seus atos, seria menos que o máximo? Se não somos mais ou melhores é porque não podemos. Naquele momento, naquele contexto, somos o que podemos ser e agimos de acordo com essa possibilidade. Alguém discorda? Tudo bem que avaliar e julgar as atitudes alheias é fácil. Sempre podemos vislumbrar outro caminho, outra atitude mais sensata ou coerente, desde que distanciados emocionalmente da questão. Racionalizar sobre os problemas dos outros é ótimo. Temos receita pronta e infalível, apontamos o rumo certo como uma bússola salvadora, e, se não seguem nosso conselho, podemos praguejar sem dó, “eu bem que avisei!”. Mas quando é conosco aí é diferente. Temos dúvidas, medos, expectativas e toda sort...

Trégua

O dia finda... Angústias do ocaso Ave - Marias Triste alaranjado Múltiplas alegorias Esperando a noite Que o crepúsculo traz Abrandando a alma Inspirando a calma Interlúdio de estrelas Alívio de luz!

Poesia sim

Outro dia estava na biblioteca de minha escola e tinha um grupo de meninos escolhendo livros para a aula de português. Eles pegavam os livros na estante, folheavam, tentando achar algum que atendesse às suas expectativas. Foi quando um deles, de uns 13 anos, pegou um livro e exclamou: _ Credo! Esse não; é só poesia!_ e rapidamente devolveu o livro a seu lugar. Aquele gesto me chamou atenção e lembrei que em sua idade e em muitas outras depois, também não me chamava atenção um livro de poesias. Sempre preferi a prosa, romances mais realistas, memórias e crônicas. Até que, de uns dois anos pra cá, descobri a beleza dos poemas e me apaixonei perdidamente pelo gênero e suas delicadezas. Entendi que para se apreciar um poema é necessário maturidade. Pois agora ando colecionando livros de poesias. A cada compra literária que faço, incluo sempre alguns títulos para degustar. E como são ricos e belos! E como enfeitam a vida! E como são sábios e contam muito sobre quem os escreve...