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Mostrando postagens de abril, 2014

Pobre menino rico!

O nome dele era Bernardo, mas poderia ser João, José, Maria ou qualquer outro. A cidade foi Três Passos, mas poderia ser qualquer outra cidadezinha do interior do Brasil ou mesmo uma grande metrópole. O sotaque era sulista, mas poderia ser nortista, nordestino ou mineiro. A tragédia é de todos e o absurdo ronda todas as famílias. O luto é nosso. Quem matou Bernardo? A madrasta? O pai? A amiga da família? Estes são os executores, mas a lista de responsáveis é mais longa e compreende todos aqueles que sabiam e se calaram, que viram e não interferiram, que ouviram e não deram crédito, que comentaram e não denunciaram. Bernardo pediu socorro. A posição social de seu pai gritou mais alto. Pobres coitados! É tão mais fácil apontar culpados sem o escudo protetor do dinheiro! Fosse Bernardo filho dos guetos e comunidades talvez tivesse tido uma chance. Mas o garoto nasceu em berço de ouro, era filho de médico conhecido, a casa que lhe negava um lar tinha piscina e carro do ano na garagem...

Manuscrito

Seja breve se não for pedir demais. Seja leve Se não der, vá lentamente. Seja neve congelante, mas cartão postal. Seja greve de tristeza E de agonia. Seja rima E verdadeiro O que se escreve.

Debate...

Comentário recebido no blog na postagem Naquele dia... Cara Junia. Eu convivi, SEM PARTICIPAR, dos acontecimentos de 1964. É preciso, antes de tudo e sempre, ouvir e analisar ambos os lados. Excessos houveram, é certo. Porem, minha jovem, se não acontecesse as providencias enérgicas das Forças Armadas naqueles tempos, com certeza poderíamos ser hoje iguais a uma Cuba ou Coréia do Norte. Sendo assim não teríamos (entre outros tantos direitos) a liberdade de expressar nossos sentimentos e entendimentos. A democracia de hoje é que permite a você divulgar esse artigo na mídia, nos jornais, nas ruas. Houve sacrifício, sim, porem temos liberdade de expressão, agora. Se aqueles que divulgam hoje o sofrimento de ontem tivessem obtido êxito, não seriam eles e seus companheiros novos Lenin´s ou Castro´s? Repito, estude e ouça os dois lados com isenção de ânimos, a história verdadeira desde o principio e se ainda mantiver a sua opinião, é a democracia de hoje que permite. ( comentário anôni...

Naquele dia... ( Jornal O Tempo em 03/04/14)

Naquele dia eu ainda não tinha nascido, mas carrego comigo, lembranças de um tempo que não vivi. Naquele tempo, de romantismos e elegâncias, de efervescências culturais e sociais, foi quando o súbito aconteceu. O que sei aprendi lendo. O que sinto vivi, ou apreendi de um tempo triste e sem cor. Meu pai contava casos, os professores contavam histórias. Hoje, 50 anos depois, tentam amenizar o que houve. Relativizar seus abusos, encobrir os erros de todos os lados, enaltecer os “heróis” de ontem que tristemente são os abusadores de hoje. Ainda hoje escuto vez ou outra dizerem: naquele tempo o país era bom, tinha ordem, tinha respeito. E toda vez que escuto isso, um arrepio frio me corre a espinha. Julgo sem piedade a ignorância do discurso, seja de quem for. Pergunte sobre a ordem pras famílias inteiras que só viveram terror! Pergunte sobre respeito àqueles que foram calados com ódio e escárnio! Pergunte sobre bondade aos que viveram torturados de corpo e alma! Minha alma revoluci...