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Mostrando postagens de maio, 2015

Fim

O crepúsculo me causa agonia Melancolia... Mais se estou longe de casa Menos se estou com os meus Espetáculo de cores Degradé de alaranjados Tem um quê de apocalipse De despedida De fim. De saudades do dia! De medo da noite! Diária expiação... Agonia, agonia...

Palavras...

Dia desses um grupo de alunas me pediu uma entrevista para um trabalho da escola. Perguntaram-me, dentre outras coisas, por que eu escrevia, qual era a motivação, qual era o público que gostaria de alcançar, qual a responsabilidade que isso me impunha. Confesso que sempre me faço algumas dessas indagações! O que me impele a escrever? Qual o objetivo disso? Pra quem eu escrevo? O que tudo isso modificou a minha vida? Por mais clichê que possa parecer (a vida é clichê, diga-se de passagem), eu não escrevo para ninguém além de mim mesma. Escrevo o que me dá na telha, o que o momento me inspira, o que o tempo externo ou interno me permite. É uma lógica própria, sem roteiro pré-definido, sem normas fixas ou estabelecidas por qualquer escola literária, qualquer ordem de relevância. A motivação que me move é egoísta, escrevo o que quero e pra mim. Muitas vezes alguém me diz que escrevi exatamente o seu momento, ou o seu sentimento e essa sintonia é a doce constatação de que somos ...