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Mostrando postagens de abril, 2017

Mensageiro dos ventos

Mensageiro dos ventos Cantando a brandura Embalando a preguiça Das tardes de outono Da vida low profile Que jaz esquecida.

Poema de outono

Poema de outono Na brisa aprazível Nem gelo nem forno Nem dia nem noite. Me envolve em ternura Me arranca suspiros Me traz as lembranças Da doce infância! Poema de outono Desfolha minhas dores E alimenta de paz Minhas vicissitudes!

Inominável

Tenho acompanhado a avalanche de denúncias que abalam as estruturas políticas de nosso país e ainda não sei precisar o tipo de sentimento que me assola. Indignação é pouco, nojo, asco, e uma incômoda sensação de que ‘já sabia’ me causam um tipo de horror que ainda não consigo nominar. Leio e assisto compulsivamente tudo que a mídia divulga, e tenho procurado ao longo de todo esse tempo digerir as informações, filtrar as opiniões, separar o joio do trigo (se é que há), abstrair afirmações tendenciosas e organizar o meu pensamento diante de todo esse caos. Acesso várias fontes de informações para comparar as colocações e tentar buscar alguma isenção. Sou absolutamente contrária a qualquer tipo de relativização e descarto qualquer opinião que a faça. Sempre desconfiei de posições radicais, seja de qualquer lado. Roubo é roubo, corrupção é corrupção, crime é crime, seja vermelho, azul ou amarelo. Culê, culê, tudo é porco! Nessas alturas, quem começou o esquema, quem institucion...

Pra ontem

Louco tempo de vida fluida e rasa Amores líquidos, desejos tênues Tudo ou nada! A pressa insana e atordoada Persegue os dias que se embriagam Do cheiro etílico do instantâneo. Maturação, digestão, gestação Só com overdoses de ansiolíticos No drive thru do tempo (ir) real Tudo é pra ontem E semana que vem já é outra vida!

Do dia

As manhãs são promessas... Mas as tardes que me provocam Poesia! #poesiaetododia

Anjos

Ser alado Que em mim projeta Suas asas feito lâminas Num desfilar de suor e sangue E dor, e êxtase, e cor. Anjos da noite a me cobrir O cálido desejo de não mais sentir. Entre o frio do corte, da faca Que esgarça os tecidos frágeis Repousa um calor de coração pulsante De um olhar idílico e bendito Que insiste em enxergar O bem sobre o mal.

Criptografia

Entre lírios azuis que nunca vi Ando em meio à neblina Cruzando insistentes faróis Que se perdem nas curvas oblíquas Da estrada que nunca trilhei A vida é um mistério abissal! E quanto mais vida eu assisto Mais desentendo seus quês. Sigo galgando cordilheiras Avistando o cume nevado Onde nem sei se chegarei Mais da metade trilhada [Ou metade? pra ser otimista...] No tabuleiro do jogo da vida As mensagens são criptografadas Sem convenções combinadas.

Escrevo...

Escrevo... Pra secar o pranto Pra aplacar o medo Pra entender a dor Escrevo... Pra dizer que amo Pra saudar a vida Pra driblar a morte Escrevo... Pra provar que vi Pra me conhecer Pra não chorar só Escrevo... Pra colher sorrisos Pra espalhar afeto Pra contar quem sou Escrevo... Pra fazer justiça Pra salvar o mundo [o meu] Pra sobreviver Escrevo... Pra salvar a alma Pra curar o corpo Pra dormir em paz

Literatura sim senhor!

Há alguns anos a literatura se tornou essencial em minha vida. A leitura de diversos autores, estilos diferentes, histórias as mais variadas, pensamentos que calharam em mim e outros nos quais não encontrei morada, me fizeram uma pessoa melhor e mais consciente. Hoje tenho mais argumentos, meus pensamentos são mais fundamentados, minhas opiniões mais sólidas, minhas palavras mais fáceis e melhor estruturadas. O hábito de ler, sem preconceitos e com sede de aprender sempre, tem modificado meu jeito de enxergar a vida, de olhar o mundo e a despeito de tantas adversidades, conseguir levar a vida com mais leveza e esperança. A leitura me levou à escrita. Primeiro pequenos relatos e crônicas e depois a poesia que me tomou de assalto e descortinou uma forma de expressão que me trouxe alegria, mais sensibilidade e um grande autoconhecimento. Quando aprendemos a nos conhecer melhor e podemos expressar esse conhecimento e ao mesmo tempo tocar a alma de outras pessoas, o ciclo se f...