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Mostrando postagens de novembro, 2014

Pegadinha do Malandro!

Esta última semana minha caixa de e-mails ficou lotada de propagandas da Black Friday, tradição norte-americana que aportou em terras tupiniquins, sempre abertas às importações de frivolidades estrangeiras. Tudo bem, umas bobagens importadas não mata ninguém, mas se é pra imitar, que se imite tudo e não se coloque dentro do pacote, o jeitinho questionável que nos é peculiar. Ando mesmo insuportavelmente cansada dessa malandragem instituída nesse país! Em muitos casos a sexta-feira negra de descontos no varejo, não passou de mais uma pegadinha do comércio brasileiro pra enganar ávidos consumidores incautos e foi apelidada de Black Fraude. Triste! Tem momentos em que as páginas dos jornais me parecem surreais. São tantas notícias estapafúrdias e absurdas, que beiram a caricatura. Mas o triste é que não são brincadeiras de gosto duvidoso, são retratos de uma cultura pífia, deixada talvez por nossos ‘colonizadores’ e perpetuada por aqui ao longo desses 514 anos de existência dess...

Balanço

Mais uma vez o tempo nos atropela e o fim do ano bate à nossa porta e nos pega com a sensação que passou tudo depressa demais. Lembro que ano passado tive a percepção de que o ano fora, além de rápido, mais difícil que o normal, com energias mais densas. Começo a suspeitar que talvez essa percepção não seja do ano, mas do século ou milênio, pois estou sentindo a mesma coisa agora. Ou talvez, ainda, seja o contexto em que estamos inseridos (ou eu) que nos coloca nessa aceleração contínua. Preciso refletir sobre isso! O fato é que, se 2013 me pareceu uma turbulência, 2014 foi um poderoso abalo sísmico. Não no sentido negativo e destruidor que um terremoto tem, apesar de problemas de toda ordem, mas pela característica dele de sacudir tudo, tirar as coisas do lugar, impelir à mudança obrigatória. Mudamos nas adversidades, mais que na serenidade, pois na urgência de se adaptar as únicas opções são mudar ou sucumbir. Esses dias comemorei mais um ano de vida e me deparei no ...

Bagagem

Me desculpe, mas Agora sou prosa Papo reto Sem belezuras Sem reticências Estou ponto final Amanhã, talvez Pego uma brisa leve E uma borboleta Ou algum outro tom Colore meu dia E sou poesia! Dias de frases Dias de versos E a vida caminha Ora mirante Ora lembrança E hoje só levo Gratidão e esperança!

Inspiração

Todas as vezes que leio Quintana Escrevo... Seus poemas são imãs Atraem para o papel As palavras que moram em mim!

Mensagem do céu

Tocam os acordes retumbantes Da melodia que inebria a alma. Pra mim, a maior mágica que o homem faz. Maior até que os poemas! Maior até que a tecnologia que nos assombra tanto! A cada música que me arrepia, Que me viaja no tempo e Que me invade duma felicidade plena Ponho-me pasmada de tanta magia! Pra mim compositor é anjo Ungido por Deus pra mostrar a nós Pobres mortais Os sons da linguagem do céu...

Perene!

Carta amarela, Guardada no tempo. Quando a li, chorei... a saudade e o amor! Sentimento em estado puro. Resignado, plácido, altruísta. Muito além dessa vida! Recebi sua carta, Vó! Estou bem... Melhor agora com seu carinho!

Lata d’água

“Lata d'água na cabeça / Lá vai Maria, lá vai Maria / Sobe o morro e não se cansa / Pela mão leva a criança / Lá vai Maria!” Pois é, essa antiga marchinha de carnaval, imortalizada na voz de Marlene, está mais atual do que gostaríamos. Muita gente por aí, sem nenhuma conexão com nível social, anda carregando lata d’água na cabeça, no ombro, no carro. Pisca alerta ligado!  Perigo logo adiante! O que era infinito dá sinais de grave escassez! Há muito se fala em falta de água potável no planeta e os pessimistas de plantão já apregoam uma terceira grande guerra por ela. Pra muitas nações e mesmo em regiões brasileiras castigadas pela seca sem solução, o perrengue já é velho e o sofrimento é perene. Mas nós, habitantes de regiões antes privilegiadas pela fartura d’água, estamos começando a viver o drama da escassez, do racionamento, das torneiras secas. E mais que nos desesperar devemos refletir: o que cada um de nós está fazendo a respeito? Muito pouco, eu digo. E não pensem q...