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Mostrando postagens de novembro, 2013

Enfim, cana!

Cumpra-se. Doze réus do mensalão tiveram seus pedidos de prisão decretados e onze deles se entregaram. Todos inocentes e indignados com a ousadia do STF, menos um, que deu no pé e assim assinou sua sentença de foragido internacional. Entre poses de injustiçados e entradas discretas na sede da polícia federal, estão enfim, em cana. Mas, escaldados que estamos com a impunidade que grassa no país, ainda aguardamos desconfiados os desdobramentos de tão aguardada ação. Mas, mesmo com os dois pés atrás, uma sensação de justiça invade o peito e acende uma tênue luz no fim desse malfadado túnel a que estamos acostumados: o túnel que encoberta crimes contra o patrimônio público e vê desfilar por aí, malfeitores travestidos de políticos sérios. O hilário é vê-los completamente embravecidos com a justiça, posando de presos políticos perseguidos pelo próprio governo que criaram. Poupem-me os ouvidos, por favor! E os fiéis escudeiros petistas, que se aglomeraram em defesa de seus líderes? O ...

Jabuticaba

Jabuticaba, fruto da jabuticabeira, árvore frutífera genuinamente brasileira e natural da Mata Atlântica. Fruto doce, de sabor peculiar, com gosto de infância, rica em propriedades medicinais e que só existe em terras tupiniquins. Há quem ame, há quem prefira as uvas. Não sou do primeiro time, mas gosto dela bem gelada, pra refrescar o calor da época em que podem ser colhidas. Mas o que me chama mais atenção é a fruta ser endêmica em solo verde e amarelo. Outras jabuticabas temos, nem sempre são doces, tampouco benéficas pra saúde, mas se não endêmicas na existência, o são na extensão. Coisas do Brasil! Pois bem, vamos à lista. Carnaval! Onde, senão aqui, o mundo para, a vida estanca, a economia tira férias e um país inteiro cai no samba? Primeira página, assunto de todas as mídias, plantão do jornalismo. Onde, senão aqui, por quatro dias, madrinha de escola de samba tem mais prestígio que presidente? Onde, senão aqui, o ano só começa depois do carnaval? Jabuticaba! Novela! E...

Enquadrados

Tenho muitas reservas quando o assunto é padrão de beleza. Aliás, padrões não me convencem muito, tenho alma revolucionária, apesar de nunca ter sido rebelde de carteirinha. Mas, voltando aos modelos de beleza, que tanto infernizam a vida das pessoas desenquadradas, não os levo a sério. Nunca fui afeita a dietas e confesso (não orgulhosa) ser uma sedentária convicta. Mesmo com uns quilinhos dispensáveis, insisto em me achar em forma, até que as roupas, em protesto, começam a me incomodar. Tenho fases mais enxutas, outras mais generosas, mas, graças à genética talvez, consigo manter uma média razoável! E a vida segue, sem neuroses... Concordo que atividade física faz bem pra saúde, e já estou me convencendo da necessidade de por o corpo em movimento. Concordo também que em alguns casos, um upgrade no visual se faz necessário e ajuda a fazer as pazes com o espelho. Mas abaixo os exageros! Levanto bandeira e abomino sacrifícios e riscos à saúde, em nome de um padrão de beleza criado p...

Natal? Já?

Hoje senti cheiro de natal! Não sei bem de onde vem, não sou boa em nomear plantas, mas é um perfume de erva que me leva lá. E, com a pressa que o tempo anda tendo, ele irá chegar em... um...dois...três dias. Ufa! Como o tempo está afobado! Ou será que a pressa é nossa? Às vezes me pergunto: onde eu estava no carnaval, na páscoa, nas férias? Acho que hibernando, só pode! O ano mal começou e já avistamos dezembro com seu jingle bells. Sempre adorei o natal. Na infância contávamos os dias no calendário e ele demorava tanto a chegar! Um ano, uma eternidade! Sentia cheiro do natal, gosto do natal, vibração de natal. Frêmitos de euforia no dia da ceia, com seus preparativos que perfumavam toda a casa e vislumbrava uma noite mágica, recheada de paz e ternura. Sempre soube quem dava os presentes, mas gostava de sonhar com a existência do bom velhinho. Sinto saudades desse tempo! Quando cresci, continuava gostando da festa natalina. Mas, não me lembro exatamente quando se deu, em determ...

Sopros

Adoro o vento... Ele me entende. Às vezes puro lamento Noutras só contentamento Rajadas, brisas, ciclones. Segreda ou arrasta Adoro o vento... Mas como a mim, Às vezes o temo!

Finados

Dia de finados. Dia de lembrar nossos mortos, ir ao cemitério, comprar flores para nossos falecidos, certo? Nem sempre. Conheço pessoas que vão sempre lá conversar com seus mortos, sem datas especiais. Conheço outras que após perderem pessoas muito queridas, nunca mais puseram seus pés num cemitério. Outras ainda que, num ritual herdado e inquestionável, vão ao cemitério em dias marcados, todas as semanas, faça chuva ou sol. Há de se respeitar as decisões. Particularmente os cemitérios não me dizem muita coisa, nem aqueles que guardam os meus mortos, que, com as bênçãos de Deus, são poucos.Não me causa incômodo, tampouco medo. Não consigo vislumbrar naqueles jazigos sóbrios ou em jardins bem cuidados, a última morada de quem quer que seja. São lugares que abrigam aquilo que acaba, que depois do último suspiro, ou da consciência perdida, já são desnecessários e inúteis. Falo sempre com os meus e aproveito para deixar escrito, que tenho a vontade de ser cremada. Acabar de uma única...