Desassossego é meu nome, Quero o mundo que ainda dorme Dentro das minhas entranhas. Quero sem medo de querer Voo sem medo de cair E, se cair, aprendi a me levantar. Não sem chorar, não sem doer Mas... o que vale a vida sem sentir? Sentir o riso e o pranto A dor que arde no peito, e A alegria que mal cabe na alma? Sem isso, o que sobra então? Sentir sem poréns, sem entretantos, Sem qualquer senão ou engano Sentir e ser, ser e sentir! A essência que me mantém E da qual já não me aparto, Por nada nem por ninguém. Tão básico isso, tão pouco até! Do que mais carecemos para ser? Quero horizonte largo, infinito Nem que seja na próxima esquina. Não é questão de geografia, Amplidão a gente precisa é na alma! Quero o espanto perene, aliás O que quero, na verdade, É a eterna capacidade de me abismar! Assombros com tudo que vibra, Que importa, que pulsa, que ama! Tudo, palpável ou intangível, que vive. Quem quiser que me acompanhe, Nessas desimportâncias vitais E pequenezas gigantes Das quais uma ...
O mundo das letras é mágico. Traduzir sentimentos em palavras, além de tocar o outro, ensina a nos conhecer. Depois dessa descoberta, encontrei muito em mim que não era capaz de enxergar. Marquei um encontro comigo mesmo, que se renova a cada novo texto, seja prosa ou verso, público ou guardado. E assim sigo escrevendo, emitindo percepções e opiniões, desbravando esse universo infinito de possibilidades, onde as palavras desnudam a alma. Escrever hoje é minha melhor forma de existir!