Um céu de primavera Manto azul noite estrelado Cobre a nós, pobres e fracos Incapazes de gritar, contra A demência dos ingratos. Furtam o ar de nossas terras Envenenam as florestas Abrem chagas insepultas E nos bufam sua cólera. Seiva profana em desatino, escorre Nas veias da terra brasilis. Quem calou a nossa voz e Arrefeceu a nossa fúria? Haverão de nos furtar as estrelas Para que trôpegos miremos Todo o mal que nos assalta?
O mundo das letras é mágico. Traduzir sentimentos em palavras, além de tocar o outro, ensina a nos conhecer. Depois dessa descoberta, encontrei muito em mim que não era capaz de enxergar. Marquei um encontro comigo mesmo, que se renova a cada novo texto, seja prosa ou verso, público ou guardado. E assim sigo escrevendo, emitindo percepções e opiniões, desbravando esse universo infinito de possibilidades, onde as palavras desnudam a alma. Escrever hoje é minha melhor forma de existir!