Texto publicado no Jornal O Tempo, em 03/03/2013 Yoani Sánchez, cubana, 37 anos, casada, filóloga e moradora de Havana. Confesso que até pouco tempo esse nome não me chamava atenção, apesar de já ter conhecimento de seu trabalho contra a repressão na ilha de Fidel através de seu blog, Geração Y. Mas isso mudou com a sua vinda ao Brasil após as mudanças implantadas em Cuba, que, diga-se de passagem, subtraía o universal direito de seus cidadãos de ir e vir, e que agora num lapso de sensatez, ou apenas num sinal claro de que o nocaute se aproxima, decidiu liberar as viagens ao exterior de seus compatriotas. Yoani tem aparência sofrida. Sua imagem é frágil, desprovida de vaidades. Mas sua fragilidade se desmaterializa no momento em que ela fala. Aliás, foi sua fala incisiva e segura e seu discurso corajoso, que a fizeram conhecida mundo afora. Ela denuncia a falta de liberdade em seu país, ela denuncia o abuso de poder exercido por seus governantes, ela denuncia a violação de dir...
O mundo das letras é mágico. Traduzir sentimentos em palavras, além de tocar o outro, ensina a nos conhecer. Depois dessa descoberta, encontrei muito em mim que não era capaz de enxergar. Marquei um encontro comigo mesmo, que se renova a cada novo texto, seja prosa ou verso, público ou guardado. E assim sigo escrevendo, emitindo percepções e opiniões, desbravando esse universo infinito de possibilidades, onde as palavras desnudam a alma. Escrever hoje é minha melhor forma de existir!