O voto é um direito antes de ser um dever. O voto é secreto e confidencia-lo é prerrogativa individual, cada um faz o que achar que deve, torne-o público ou leve ao túmulo a sua escolha. Pois bem, nem que eu quisesse hoje, poderia tornar público meu voto, pois pela primeira vez na vida me incluo na lista dos indecisos. Nunca antes na história dessa pessoa que vos fala, isso aconteceu. Sempre tive direção na ponta do dedo e argumentos na ponta da língua! Confesso, sempre olhei para os indecisos com certo ar de desdém, como pode alguém não saber pra onde ir? Paguei língua, bebi do meu próprio veneno. Nunca diga ‘dessa água não beberei’, sábio conselho! Estou bebendo agora, desse amargo sentimento de desesperança e descrença, que vem me deixando numa angústia danada a cada dia que a eleição se aproxima. Se ainda fossem tantas as boas opções, que escolher uma fosse desperdiçar as outras! Quem nos dera tal utopia! Quem me dera ter agora uma convicção pra chamar de minha! Qualquer ...
O mundo das letras é mágico. Traduzir sentimentos em palavras, além de tocar o outro, ensina a nos conhecer. Depois dessa descoberta, encontrei muito em mim que não era capaz de enxergar. Marquei um encontro comigo mesmo, que se renova a cada novo texto, seja prosa ou verso, público ou guardado. E assim sigo escrevendo, emitindo percepções e opiniões, desbravando esse universo infinito de possibilidades, onde as palavras desnudam a alma. Escrever hoje é minha melhor forma de existir!