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Mostrando postagens de abril, 2015

Carrasco

Sou o algoz de mim Espião de minha dor Dos meus sorrisos De minha paz... Sou sentinela De meu querer De meu sentir Escoteira, sempre alerta. Só o amor me salva, Da solidão Da melancolia Da vida crua De mim... Sou algoz...de mim.

Tempo, tempo, tempo...

A vida não oferece garantias, acostume-se. Nada em nossa biografia, é capaz de nos colocar a salvo das voltas que a vida dá. A vida é essencialmente prosaica, eventos marcantes são episódios esporádicos, que colorem ou desbotam nossa história, mas somos feitos de cotidianos, de sobrevivências, de subsistências. Quando, num certo momento, olhamos para os rastros que deixamos pelo caminho, são aqueles dias nada especiais, sem glamorosas preparações, sem cerimônias nem rapapés, que ilustram as melhores páginas de nossas histórias. Tenho andado demasiadamente reflexiva nos últimos tempos. Aliás, ele, o tempo, talvez seja o protagonista dessas reflexões que povoam meus sentimentos ultimamente. O tempo que perdemos cultivando tristezas que não mereciam tanto desvelo. O tempo que passamos esperando que algo mágico aconteça e nos faça sorrir. O tempo que ganhamos quando descobrimos que o momento de agora é o mais importante e que não adianta tentar mudar o que já foi. O tempo que...

Academia Feminina de Letras

Não tenho preconceitos literários, nunca tive. Costumo ler de tudo e minha modesta biblioteca guarda um mosaico de autores que vão de Olavo Bilac a Leminsk, de Nietzsche a Carpinejar. Mas um fenômeno vem acontecendo ultimamente e só agora me dei conta dele, em minhas ultimas aquisições, colecionei autoras e em minha cabeceira, 95% dos títulos são de escritoras. Não foi um movimento calculado, não estou me tornando uma leitora especializada em mulheres, aconteceu naturalmente. Ou talvez sejam elas, as mulheres, que estejam dominando o mercado literário. Vou pesquisar a respeito. Claro que não descarto nenhuma boa obra de qualquer escritor, mas nos últimos tempos, tenho me encantado com os escritos femininos e tenho buscado, aí sim deliberadamente, ler mais textos de mulheres, seja em livros, em blogs ou colunas. Algumas de minhas prediletas já são clássicos da poesia nacional, como Cecília Meirelles e Adélia Prado e dispensam qualquer comentário. Martha Medeiros, da qual sou ...